Capítulo 60

Ao saber que o assunto envolvia Amado, Inês reprimiu a repulsa que sentia e, fazendo um esforço para manter a voz serena, falou ao mordomo: “Não se preocupe, estou aqui. Diga ao Amado para descer do carro e vir ao meu encontro. Eu não vou entrar no carro dele.”

Ela permanecia em alerta, lutando com todas as suas forças para evitar qualquer envolvimento com Noe Serpa.

O mordomo não tinha outra opção senão repassar as palavras dela e, ao escutá–las, Noe Serpa riu de desdém e depois gritou para Amado: “Sua mãe está te chamando para sair do

carro!”

Amado, como se tivesse sido agraciado com um perdão, saltou do veiculo e tropeçou em direção aos braços de Inês.

“Mãezinha!” A voz trêmula do garoto alcançou–a, fazendo com que os olhos de Inês se enchessem de lágrimas: “Estava com saudades da mamãe esses dias?”

“Muitíssimas, muitissimas!”

Para consolar Amado, Inês se abaixou, acariciou seus cabelos macios e escuros, e disse com a voz embargada: “A mamãe pegou uma gripe recentemente, mas não se preocupe.”

como um adultinho: “Sem

descuida!”

diante das palavras de Amado, mas logo sentiu um aperto no coração

seus olhos claros e brilhantes, e o brilho neles fez o coração dela vibrar. Ele disse:

lágrimas novamente: “Está bem, a mamãe

“Muito bem, as refeições

ficar com você, mesmo

e chorou: “Amado… a mamãe falhou com você… a mamãe não tem como te

pode ser só

dura, por mais que tentasse fugir, sempre

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Capitulo 60

com ela, e ela se sentia impotente para resistir.

entristeceu: “Mãezinha, não chore. Pelo menos o Sr. Serpa não me faz mal. Talvez quando eu

cinco anos, se esforçando ao máximo para

abençoada por ter

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